DESIGNER DINOSSAURO

Blavatski

Experiências e aprendizados

Muito antes da primeira tipografia respirar chumbo, lembro rabiscar símbolos nas paredes de cavernas — e não por estética, mas por necessidade existencial. Autodenominado “designer dinossauro”, sobrevivo à extinção do bom senso gráfico, aos modismos que sacrificam o conteúdo em nome da aparência e às transições de pixel em pixel que atravessam séculos de ignorância visual. Não crio para agradar, crio para inquietar. Me empenho em desafiar algoritmos e criar mitologias digitais com cheiro de pergaminho queimado. Não estou em busca likes, mas sim de um legado.

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Mutante por natureza

Sou, com orgulho, um designer dinossauro. Sigo o rigor das técnicas antigas, da beleza dos papéis texturizados, da dignidade das letras desenhadas à mão. Existe uma ética na precisão, uma poesia na composição que jamais abandonei. Mas, engana-se quem pensa que vivo fossilizado. Tenho olhos que não envelhecem e não deixam envelhecer: curiosos, famintos, abertos ao turbilhão que gira nas telas líquidas do agora. Mergulho com coragem nas linguagens do design digital, nos algoritmos das redes, nas danças efêmeras do tempo.